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SINALÉTICA

Qual o ecoponto certo? Sete milhões de portugueses já não têm dúvidas

A Sociedade Ponto Verde está a percorrer o país com a implementação de um projeto que explica onde depositar o quê e qual o destino das embalagens recicladas

Ainda se lembra quando, nos anos 90, se começou a falar de reciclagem em Portugal? Recorda-se do anúncio do macaco Gervásio que mostrava o quão fácil era a separação de resíduos? Pois bem, desde então muito mudou nos hábitos ambientais dos portugueses e a reciclagem passou a fazer parte da rotina diária de milhões de lares. No entanto, não raras vezes ainda surgem algumas dúvidas em relação ao funcionamento dos ecopontos, em especial na correspondência de cores. Uma revisão rápida da matéria dada relembra que no ecoponto azul deve ser colocado o papel (sempre espalmado); no amarelo, as embalagens de plástico e metal; no verde, o vidro. Mas, apesar de esta paleta de três cores parecer de simples interpretação e utilização, em diversas zonas do território nacional parece ainda não haver consenso sobre onde depositar o quê.

Para acabar com as dúvidas, a Sociedade Ponto Verde juntou-se à EGF e à EGSRA - Associação para a Gestão de Resíduos e levou a cabo um mapeamento detalhado da informação disponibilizada nos ecopontos distribuídos pelo país e concluiu ser urgente a implementação de um projeto de sinalética universal relativo às regras de separação dos diferentes resíduos, com o objetivo de esclarecer e resolver eventuais erros não só na separação mas também na deposição nos ecopontos. A iniciativa, que arrancou no Algarve, foi criada após a identificação de regras contraditórias e diferentes terminologias em diferentes localidades e atualmente abrange já cerca de 65% do território nacional e 6,8 milhões de habitantes, garantindo assim a uniformização da informação prestada aos consumidores. “O projeto tem vindo a ser essencial para o esclarecimento do consumidor, tornando o ato de separação mais simples e a informação mais clara para todos”, explica Luís Veiga Martins, diretor-geral da Sociedade Ponto Verde, salientando que, desta forma, Portugal se afirma como exemplo mundial na criação de uma sinalética universal no que diz respeito à reciclagem.

Prevê-se que o projeto esteja concluído até ao final de 2018, altura em que chegará aos 43 mil ecopontos espalhados pelo país.