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Sustentabilidade

O ambiente é amigo dos festivais de verão

Quem disse que os festivais de verão não podem ser amigos do ambiente? O verão está à porta e, além de música e alegria contagiante, não te esqueças de tratar bem a Natureza

Seja na selva urbana ou mesmo no meio do campo e da Natureza, os festivais de verão têm o condão de nos conquistar pela música, pela animação, pelo convívio e também pela envolvência. Enquanto no NOS Alive estamos no meio da cidade, no MEO Sudoeste ou no Vodafone Paredes de Coura estamos literalmente no meio da Natureza.

Nos dois exemplos, com grande diversão vem também alguma responsabilidade, até porque convém não esquecer que a Natureza é nossa amiga, ao ponto de o nosso bem-estar também depender dela.

Portugal está na moda e os festivais de verão também, acolhendo milhares de festivaleiros prontos para a diversão. Só em 2017 foram 272 eventos, muitos deles esgotados. Além de ser uma boa fonte de negócio, as empresas que montam esses festivais também têm apostado em preservar o meio ambiente, com preocupações que vão do planeamento à desmontagem de toda a parafernália de material.

E como é que essa preocupação ambiental é controlada? A rede que faz a inspeção, verificação, testes e certificação SGS Portugal tem acompanhado a situação, em conjunto com a Associação Portuguesa de Festivais de Música (APORFEST), e publicou um estudo precisamente sobre este tema.

Chama-se “Sustentabilidade nos Festivais de Música” e permitiu fazer várias melhorias para tornar os momentos especiais de convívio e boa música em eventos que não destroem o ambiente.

Onde é que os festivais podem melhorar?

Precisamente na forma como gerem o lixo que os festivaleiros deixam para trás e como controlam as emissões poluentes. Além disso, convém não desperdiçar os recursos naturais de cada zona.

Não são só as empresas responsáveis pelos festivais a poderem fazer algo para preservar a Natureza. Quando chega a hora de nos prepararmos para um festival, além da roupa (é verão, nunca é preciso muita), tenda, utensílios para cozinhar e bebida, há pequenos gestos que podem fazer a diferença. Por exemplo, quando estamos a fazer campismo selvagem, é importante respeitar o local. O lixo deve ser armazenado num só local e depois despejado nos contentores corretos - se houver reciclagem no recinto do evento. Até porque, se queremos voltar no ano seguinte e encontrar um local tão belo e natural quanto vimos um ano antes, é importante zelar por ele.

Há iniciativas que nos ajudam nesta missão de não estragar o que a Natureza fez belo. Uma delas é do Ministério do Ambiente, Fundo Ambiental, que criou o certificado de qualidade “Sê-lo Verde”. Os eventos de verão que o têm têm de cumprir algumas regras de boas práticas ambientais. Quais? O uso eficiente dos recursos, a utilização de materiais biodegradáveis, a reutilização (dos copos e brindes) e, se for possível, a partilha de automóveis ou transportes coletivos pensados de propósito para o evento.
Coisas tão simples como trocar um copo reutilizável por um descartável, que é só usar e deitar fora, pode tirar do chão milhares de copos.

Os cigarros têm o mesmo problema, por isso, se cada festivaleiro tiver um cinzeiro portátil, vão ser menos milhares de beatas no chão. E quem é que gosta de estender a toalha no chão e ter a cara ao lado de beatas?

Dos copos aos cinzeiros

Há uma marca chamada Ecoality que diz ter uma solução para os copos. É um sistema de caução que usa copos de polipropileno 5, chamado eco-kopo, personalizáveis, para se reutilizar algumas vezes - pode-se, assim, reduzir, em média, cerca de 80% dos resíduos produzidos e não só o ambiente como também a carteira (a dos festivaleiros e dos organizadores) agradecem.

85.000

O número de eco-kopos colocados em eventos (festivais, feiras e conferências), em 2017, pela Ecoality — Soluções Ecológicas. Em regra, a taxa de adesão do público é de cerca de 99%.

A Ecolity tem outra coqueluche para o reino dos festivais de verão. O biatakí é um ecocinzeiro de bolso, feito a partir de cana comum e cortiça, que recolhe as “beatas”, para que não sejam atiradas para o chão. Tudo isto num produto 100% ecológico, reutilizável e biodegradável.

Resumindo, se queres ser amigo do ambiente, não te esqueças de tratar bem a Natureza, mesmo na loucura divertida dos festivais de verão. Bons festivais!

Sabia que…

… 1 COPO REUTILIZÁVEL

substitui em média três copos descartáveis por dia de evento? Portanto, para um evento de 40.000 pessoas/dia, com duração de três dias, é evitado o consumo de 360 000 copos descartáveis.

… OS COPOS DESCARTÁVEIS

raramente são reencaminhados para reciclagem? Raramente. Enquanto os copos reutilizáveis funcionam num sistema controlado, do início ao fim, em que o encaminhamento para a reciclagem é a última opção, visto que poderão ser higienizados e colocados novamente em circulação no evento ou no evento seguinte.

… HIGIENIZAR UM COPO REUTILIZÁVEL

em máquina de lavar industrial consome cerca de 100 ml de água, contra os 400 ml de água necessários para produzir apenas um copo descartável.

18 festivais

Obtiveram o “Sê-lo Verde” em 2017.

Certificação 3R6

Baseada na aplicação da regra dos 3R (Reduzir, Reutilizar e Reciclar), esta certificação é um serviço da Ponto Verde Serviços dirigido a todas as organizações que pretendam adotar boas práticas ambientais e sustentáveis no âmbito da gestão dos resíduos e está dividido em seis passos: auditoria, consultoria, formação, ativação, aferição, e visibilidade. Os processos de funcionamento das empresas candidatas são assim analisados, otimizados e implementados no sentido de observar a hierarquia de gestão dos 3R, ou seja, reduzindo o desperdício e o consumo, reutilizando materiais aproveitáveis e reciclando os resíduos que não foi possível evitar.